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Agalmatofilia, a atração pelos quase humanos imóveis

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agalmatofilia

A agalmatofilia também é conhecida como “estatuofilia” e “pigmaleonismo”, em tradução livre do inglês. Trata-se do fetiche ou parafilia em que a pessoa se sente atraída por robôs, estátuas ou bonecas.

Até os manequins entram na categoria. Trocando em miúdos, o indivíduo sente atração sexual por qualquer forma humana que não seja viva, seja ela de mármore, concreto, cobre, plástico, pano, enfim, qualquer material.

O segundo termo citado, o “pigmaleonismo”, se origina do mito de Pigmaleão. De acordo com a mitologia, Pigmaleão foi um rei e escultor da ilha de Chipre, que se apaixonou por uma de suas estátuas.

Na história, o rei passou grande parte da vida tentando esculpir a mulher ideal, porque se opunha ao comportamento libertino das mulheres as quais viviam na ilha.

Compadecida de sua busca pela mulher imperfeita, a deusa Afrodite transforma a estátua em uma mulher de verdade, com quem Pigmaleão se casa. Desse amor nasce uma linda menina chamada Pafos, que dá nome à ilha.

O mito é muito bonito e romantizado, porém na vida real ainda vivem muitos aspirantes a Pigmaleão, e não há Afrodite que resolva seus problemas.

A agalmatofilia não só se caracteriza pela atração por objetos inanimados, mas também em fantasias de pessoas transformando-se nesses objetos.

Em 1877, Richard von Krafft-Ebbing publicou o livro “Psychopathia Sexualis”, e no conteúdo havia a história de um jardineiro que se apaixonou pela estátua de Vênus de Milo e tentou fazer sexo com ela.

Existe uma fantasia bastante comum entre os agalmatófilos, em que imaginam os parceiros ou a si mesmos transformados em estátuas, manequins ou bonecas, para experimentar a sensação de paralisação.

Também é comum para os adeptos desse fetiche fazer uso de bonecas infláveis e outros itens de sex shops que remetem à fantasia.

A agalmatofilia é ruim?

Os fetichismos associados à prática de fantasias não são necessariamente agressivos, tampouco machistas, por mais que pareçam.

Os homens participam bem mais do que as mulheres, porém elas ainda aparecem nesse cenário.

A estimulação sexual resulta muito mais de uma necessidade de controle e prazer sem demonstrar emoções do que qualquer outra coisa.

A agalmatofilia pode ser facilmente confundida com uma representação de sexo superficial, cruel e egoísta, o que pode ser a definição para alguns, mas não para todos.

Tudo vai da boa e velha comunicação.

É bom lembrar que o fetiche não é uma doença, mas uma preferência, uma brincadeira. Não envolve prejudicar o parceiro física ou psicologicamente, trata-se de fantasia, experimentar coisas novas, realizar desejos.

Subdivisões da agalmatofilia

O fetiche se divide em subcategorias, digamos assim, porque alguns preferem envolver bonecas, outros manequins, outros, robôs.

As pessoas que gostam dessa coisa de robô geralmente gostam de fazer os barulhos característicos de um androide, ou mesmo fazer os movimentos, brincar com fantasias.

Nos Estados Unidos existe até uma sigla para os praticantes, a ASFR, algo parecido com fetichismo robô, em português.

Já as pessoas que gostam de bonecas se baseiam, geralmente, na Barbie. No caso das mulheres, até um micropore é colocado na vagina, para parecer que é liso, como na boneca.

Quando são homens, existe toda uma técnica para esconder o pênis.

As pessoas costumam investir em pele e cabelos falsos, maquiagem específica e são tratadas ou por nomes característicos de bonecas ou então por números, sendo a última opção a mais comum.

A agalmatofilia ainda é muito retratada nas artes, principalmente no teatro, em peças dramáticas e de época, principalmente.

Acredito que o mito de Pigmaleão ajuda as pessoas a perceberem que não se trata de uma doença, mas sim de apenas mais uma das milhões de ramificações e complexidades que tem o comportamento humano.

 

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