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Algolagnia e o Marquês de Sade.

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algolagnia

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Escrever um artigo sobre algolagnia e não lembrar do famoso Marquês de Sade é como querer falar de Adão e Eva e não mencionar o pecado original.

Para o pessoal que não sabe, algolagnia traduz uma parafilia em que a pessoa precisa sentir dor, geralmente na área genital, para poder ter prazer.

Se fosse para fazer um artigo somente sobre esse distúrbio sexual, se é que podemos chamar assim, ele não renderia nem cem palavras, porque a prática é relativamente silenciosa e até a internet, onde encontramos todas as respostas, não sabe muito sobre o assunto.

Então resolvi olhar bem para trás e buscar pelas origens de muitas das parafilias as quais vamos falar aqui no blog.

O filósofo, escritor e maluco Marquês de Sade foi um homem a frente de seu tempo, que já falava sobre homossexualidade, perversão de integrantes da igreja e muitos outros assuntos, a maioria sexual, que ninguém se atrevia a mencionar na França do século XVIII.

Quem foi Marquês de Sade? O que ele tem a ver com a algolagnia?

O nome inteiro do marquês era Donatien Alphonse François de Sade, e além de filósofo e escritor, também foi um aristocrata.

A maioria de seus livros foi escrita enquanto ele estava na Prisão da Bastilha, perseguido até por Napoleão Bonaparte.

É de sua vida e obra que surgiu o termo sadismo, o qual define a perversão sexual em ter prazer na dor física ou moral do parceiro. O que difere da algolagnia é que esta última se restringe a querer sentir dor, e não provocá-la.

A História conta que Sade usava dessas ideias originais para desafiar a concepção de mundo proposta pela religião e pelo iluminismo.

O marquês era ateu e fazia constantes apologias ao crime, além de afrontas ao cristianismo e ia contra tudo o que a moral e os bons costumes da época considerava aceitável.

Como livre pensador, Sade fazia uso do grotesco para desenvolver suas críticas à sociedade.

Em muitos livros, os personagens sentiam prazer na dor dos outros e procurava provar em algumas cenas, que por mais que fossem bizarras, muitas vezes não se distanciavam da realidade.

O Marquês de Sade não foi, como muitas pessoas enxergam, um libertino despudorado que não tinha objetivos com suas obras.

Foi justamente por causa do grotesco e do exagerado que ele foi notado – e perturbou muita gente, até mesmo Bonaparte.

Tamanha foi sua influência, que o surrealismo e a psicanálise se apropriaram da crueldade egoísta que a obra de Sade expõe.

O cineasta Luis Buñuel, por exemplo, faz referências claras ao filósofo em A Idade do Ouro, em que Cristo e libertinos saem do castelo das orgias de Os 120 dias de Sodoma (obra de Sade).

Além do mais, O Cão Andaluz tem uma cena perturbadora, em que uma navalha cega o olho de uma mulher, carregando fortes referências ao pensamento do marquês.

Atualmente, Sade é reverenciado apenas no campo sexual, como esse da algolagnia, e também do sadismo. Apesar disso, foi um grande filósofo e merece ser lembrado.

Práticas comuns da algolagnia

Ela pertence ao universo BDSM, e assim como as outras parafilias, vai desde uma simples preferência sexual até graus de doença.

Tudo depende da intensidade com que uma pessoa gosta de sentir dor.

O que define se ela é ou não doente é se ela gosta de tapinhas na genitália ou se gostaria de um dia grampeá-la, cortá-la, esfregá-la em alguma superfície áspera, enfim, a linha é bastante tênue e precisa ser observada.

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